quarta-feira, 15 de outubro de 2014

COMERAM A MAÇÃ

Qualquer pessoa medianamente informada sabe que o pecado cometido por Adão e Eva não foi de ordem sexual.
Não há maçã no texto Bíblico.
O casal provou, indevidamente, o fruto da árvore da ciência do bem e do mal.
Poderiam atá "transar" no paraíso, desde que  jamais ousassem buscar o conhecimento.
Se apreciarmos o Gênesis em seu sentido literal,concluiremos que Deus privilegia a ignorância.
Imaginemos um pai, ordenando ao seu filho:
- Enquanto permaneceres bronco e analfabeto terás tudo em minha casa. Atreve-te a exercitar os miolos e imediatamente te expulsarei!
Coisa de troglodita!
Não obstante, o texto bíblico faz sentido  quando  o situamos por sugestiva alegoria.
Como foi demonstrado por Darwin,o Homem é fruto da evolução dos seres vivos, em lenta progressão, a estender-se ao longo de milhões de anos, atingiram a complexidade necessária para ensaiar o pensamento.
Enquanto espécie inferior,nos domínios da irracionalidade, era orientado pelo instinto.
Permanecia integrado na Natureza.
A partir do omento em que símios antropóides desceram das árvores e experimentaram vislumbres de consciência, iniciando-se nos domínios do pensamento contínuo, começou a grande aventura humana.
Aqueles seres primitivos, até então contidos nos limites impostos pela inconsciência, ensaiavam sua própria orientação.
Exercitando o livre-arbítrio,deixavam o "paraíso" e se aventuravam pelos pomares da Vida, colhendo o conhecimento nas árvores da experiência.
Não mais meras criaturas, mas filhos de Deus, em busca de sua gloriosa destinação.

                                                                                                                 Richard Simonetti
                                                                                                richardsimonetti@uol.com.br


segunda-feira, 13 de outubro de 2014

NA TRILHA DO MESTRE

Partindo Jesus dali, viu um homem, chamado Mateus, sentado na coletoria, e disse-lhe:
Segue-me! Ele se levantou e o seguiu.(Mateus 9:9)

É importante verificar que o Mestre não estabelece condições para que o discípulo lhe compartilhe a jornada.
Não pergunta se ele se julga dotado com a força conveniente...
Se é fraco de espírito...
Se é demasiado imperfeito...
Se sofre em família ...
Se possui débitos a solver...
Se padece de tentações ...
Se está acusado de alguma falta...
Se retém valores de educação...
Se é rico ou pobre de ´possibilidades materiais...
O Senhor diz apenas segue-me, como quem afirma que, se o  aprendiz se dispõe realmente a segui-lo, será suprido de socorros eficientes, em todas as suas necessidades.
A lição é clara e expressiva.Reflitamos nela para que não venhamos a permanecer na sombra da indecisão.

Emmanuel (Chico Xavier) - Benção de Paz- Edição GEEM