domingo, 31 de março de 2019

ESPIRITISMO E OS LIVROS DA BÍBLIA

Espiritismo e estudos Bíblicos
 A Bíblia

Para os Judeus,principais remanescentes dos israelitas,a Bíblia se resume ao conjunto de livros conhecidos como Velho Testamento,onde está toda a história de seu povo,na Antiguidade. Revelações espirituais recebidas, lutas e conquista e defesa da Terra Prometida, obras-primas literárias de seus escritores,costumes e legislaçao adotados,tudo ali se retrata e registra para a posteridade.
Ao Velho Testamento,os cristãos anexaram outro conjunto de livros, o Novo Testamento, que abrange:os relatos da vida de Jesus(Evangelhos de Mateus,Marcos,Lucas e João); os feitos,de, seus seguidores mais imediatos (Atos dos Apóstolos); as cartas que escreveram Paulo,Tiago,João,Pedro e Judas (Epístolas) ; e o profético e enigmático livro de João (Apocalipse).
Os israelitas rejeitam essa junção do Novo ao Velho Testamento,pois não reconhecem Jesus de Nazaré como o Cristo,o Messias que lhe fora prometido e que talvez  ainda esperem.

O Espiritismo
Surgido em 1857,com a publicação de "O livro dos Espíritos",na França,o Espiritismo é a Doutrina que consubstancia os ensinos ministrados à humanidade pelos Espíritos Superiores,através  de vários médiuns e em diversas localidades, ensinos que Allan Kardec, com sabedoria e boa didática,coletou,codificou  e divulgou.
Doutrina filosófica, de fundamentos científicos no estudo da origem, natureza e destinação dos espíritos e suas relações com o mundo corpóreo, tem o Espiritismo conclusões morais, as mesmas que as do Cristo,cujos ensinos relembra, restaura e desenvolve, fazendo deles melhor exegese, graças às novas revelações espirituais recebidas.

Estudos Bíblicos Espíritas
Aos espíritas,os adeptos do Espiritismo,interessa o estudo de todas as passagens bíblicas, do Velho Testamento como do Novo Testamento,que tragam informações sobre a existência e imortalidade do espírito e de suas manifestações após a morte,tão bem registradas em numerosas passagens e antiquíssimos livros da Bíblia.Interessa, também,o conhecimento das leis morais que lá se contêm,  evidenciando que,mesmo naquelas recuadas eras, já o Mundo Maior proporcionava elevada orientação moral para a Humanidade.
As preferências dos espíritas pelo conteúdo dos Evangelhos e demais livros do Novo Testamento são porque neles se encontra a mensagem  do  Cristo,mais avançada e  perfeita que a de Moisés, embora o Velho Testamento também ajude a entender Jesus na sua época e no seu povo,por esclarecer costumes e usos dos israelitas,suas crenças,leis e fatos históricos,aos quais o Mestre com frequência se refere.

Um ponto de referência entre os cristãos

Conhecer  o conteúdo Bíblico pode representar para o espírita um melhor relacionamento com os  que professam religiões muito apegadas ás Santas Escrituras e acreditam ter em todos os seus livros e passagens a "Palavra de Deus".
Se o espírita souber evidenciar que existe concordância entre ideias básicas da Bíblia e a Doutrina Espírita,concordância que se faz integral quanto a mensagem evangélica,talvez consiga superar as barreiras que o preconceito religioso ergueu.
E,em sendo propícia a oportunidade, até mesmo os pontos de maior divergência no entendimento das teses bíblicas poderão ser objeto de uma fraterna e esclarecedora troca de ideias,em que se ofereçam ao interlocutor os enfoques e explicações espíritas,que aceitará se quiser e puder.

A Bíblia citada na Codificação

Kardec soube bem utilizar os estudos da Bíblia à luz do Espiritismo para demonstrar que este confirma, esclarece e desenvolve o que nela se encontra de informação verdadeira sobre  a vida espiritual, ao mesmo tempo em que evidencia o absurdo e irrealidade das falsas afirmativas, que nela também existem,como fruto de conceitos particulares e ultrapassados da ignorância de um povo e de uma época.
Em "O Livro dos Espíritos",Kardec já esboça a tendência de fazer conotação dos ensinos dos espíritos com os da Bíblia, quando,por exemplo,tece "Considerações e concordâncias bíblicas concernentes á criação" (final do Cap.III da 1ª parte), quando alude à expulsão dos demônios mencionada no Evangelho (perg. 480), ou nas respostas dos Espíritos Instrutores a exaltarem Jesus e sua missão divina de revelar aos homens  as verdadeiras leis de Deus (Pegs. 625/627).
Em "O Livro dos Médiuns" , a evocação dos espíritos ,as aparições e manifestações deles, a ação obsessiva que podem exercer sobre os encarnados, fatos encontradiços nas páginas da Bíblia,recebem de Kardec as luzes da Doutrina  Espírita e são retirados do campo maravilhoso e do sobrenatural para a realidade  da existência de dois mundos, o espiritual e  o corpóreo, a mutuamente se influenciarem.
Em "A Gênese", os fenômenos tidos por milagres são explicados com lucidez e racionalidade
por Kardec, como efeitos da ação dos espíritos sobre os fluidos. E as predições, como  resultado da capacidade de os espíritos se aperceberem  de  realidades transcendentes e delas deduzirem o encaminhamento de acontecimentos futuros.
Em "O Céu e o Inferno", a situação dos espíritos no além-túmulo sai das embrionárias idéias cristãs de céu e inferno para uma melhor compreensão da justiça e misericórdia divinas,pois os próprios desencarnados relatam,através da mediunidade, as condições felizes ou infelizes em que se encontraram no mundo espiritual,em virtude das ações praticadas na vida corpórea, ficando claro que não há condenação eterna e a recuperação dos faltosos se fará através das reencarnações,que os levarão ao progresso intelecto-moral.
Em "Obras Póstumas", ainda as apreciações de Kardec relacionadas á Bíblia, quando aborda o "Caráter e as consequência religiosas das manifestações dos espíritos"ou ao fazer seu "Estudo sobre a Natureza do Cristo".
Também na "Revista Espírita",em todos os volumes, é frequente Kardec colocar o exame de ideias e fatos da atualidade em comparação aos ensinos bíblicos esclarecidos pelos Espiritismo.
É ,entretanto, em todos os capítulos de "O Evangelho segundo o Espiritismo", que o Codificador faz fulgurar a moral cristã,mostrando o  modo sublime como os Bons Espíritos comentam os temas evangélicos,tornando-os inteligíveis a todas as mentes,aplicáveis às várias situações da vida terrena e extremamente comovedores para todos os corações,dando,ele mesmo, a sua contribuição em comentários oportunos e bem fundamentados, nessa obra em que tantos tem haurido indizível consolo e alento para as suas almas.

Obras espíritas e estudos bíblicos
Como vemos,os espíritas,a quem o Espírito de Verdade recomendou "Instruí-vos" e que buscam incessantemente o conhecimento que os possa fazer melhores,podem encontra-lo, também, nos estudos bíblicos à luz do Espiritismo.
Numerosos autores espíritas dão atenção aos textos bíblicos,procurando a sua melhor exegese no enfoque espírita, para seu próprio proveito e para colocá-los ao alcance do entendimento popular.
O objetivo é que maior numero de pessoas conheçam entendam a moral cristã, superior orientação de conduta humana, para onde convergem as conclusões da Doutrina Espírita e sem a qual não alcançaremos instalar, na vida social,o mundo melhor a que todos aspiramos.
É de notar que certos autores espíritas, encarnados ou não,usam ás vezes de criatividade em torno dos textos bíblicos,alterando-lhes  um tanto a forma,personagens e falas. Ou até elaboram histórias novas,ambientadas no mesmo cenário  e  tempos dos relatos evangélicos, como se fossem passagens então acontecidas. Felizmente, em todos esses escritos o conteúdo moral cristão permanece. mas em nosso entender,procede melhor Allan Kardec que, em todo estudo bíblico que faz, toma o cuidado de respeitar os textos bíblicos originais, citando-os fielmente, deixando livre apenas a sua interpretação,para faze-la à luz dos novos conhecimentos espíritas.


LIVRO: Estudos Espíritas do Evangelho
AUTOR: Therezinha Oliveira

(Vídeo explicativo)

sábado, 30 de março de 2019

ADEPTOS



O desejo natural e muito louvável de todo adepto, desejo que não se saberia mais encorajar,é o de fazer seguidores" . (Cap. III- Primeira Parte _ item 18 )
Em nossa  opinião,o Espiritismo não deve, ao contrário de outras religiões, ter a preocupação sistemática de fazer seguidores. É claro  que a tarefa da divulgação de nossos princípios é  imperiosa,no entretanto mesmo aqui carecemos de ter bom senso, sob pena de nos transformarmos em fanáticos propagadores da Verdade.
Foi com  preocupação  de orientar os espíritas na Difusão da Doutrina que Kardec escreveu o capítulo "Método", afirmando que os meios de convicção variam extremamente segundo os indivíduos: o que persuade alguns não produz nada nos outros; tal é convencido por certas manifestações materiais, tal outro por comunicações inteligentes, a maioria pelo raciocínio."
O próprio Kardec convenceu-se da realidade do fenômeno através do raciocínio. No entanto, enquanto não descobriu a causa que fazia as mesas se movimentarem,não parou de investigar.
O fenômeno mediúnico em si, na maioria das vezes deixando a desejar pelas condições em que é produzido, seja por deficiência do médium ou do Espírito comunicante, não é  o mais seguro meio de convicção. Um sábio como William Cookes careceu  de três anos seguidos, estudando as materializações  de Katie  King,para  convencer-se. Alguém  que tivesse uma primeira experiência de vidência com um Espírito quereria ter uma segunda, uma terceira, e assim sucessivamente, para não acreditar-se alucinado.
No Evangelho, depois de ter efetuado tantos prodígios como o da ressurreição de Lázaro,a cura de tantos doentes e endemoninhados, a transfiguração no tabor, a  levitação sobre as águas, a multiplicação dos pães e dos peixes, os seguidores de Jesus ficam na expectativa de outras provas para  definitivamente, crer que Ele era o Messias. No momento extremo da cruz, Gestas o desafia: "Tu que destróis o templo, e em três dias o reedificas,salva-te a ti mesmo; se és Filho de Deus, desce da cruz."
Estamos convictos, em nossa condição  de Espíritos desencarnados, que a  nossa missão, em nos  comunicando  junto aos homens,é a de simplesmente manter acesa a chama da dúvida dentro das almas.
 Só se  convence verdadeiramente quem se convence pela razão. Daí a importância da veiculação da mensagem espírita porque, só se pode contestar-lhe a origem , não se pode refutar-lhe o conteúdo. As "mesas girantes" passaram,  mas o que Kardec "extraiu" delas permanece inabalável em seus fundamentos.
Paralelamente ao trabalho sereno  da divulgação espírita,os adeptos da Doutrinarão devem se esquecer de que o argumento do exemplo é sempre  o mais convincente. Pelos frutos se conhece a árvore - ensinou-nos Jesus.
Consideremos ainda que, sendo a expressão da Verdade, o Espiritismo caminhará naturalmente.
Após o "Pentecoste espírita" das mesas girantes, quando muitos se converteram às realidades da Vida Espiritual, estamos agora na fase do despertamento de alma por alma. O mesmo fenômeno deu-se com o Cristianismo.
É inegável que não devemos  colocar a "lâmpada sob o alqueire" , mas  carecemos de ser comedidos, recordando que nós mesmos, os espíritas,ainda não permitimos que a luz do Consolador nos clareasse integralmente por dentro . Muitos que já aderiram ainda não consentiram...
Retomando o primeiro parágrafo destas nossas considerações,a fim  de que não sejamos mal interpretados, queremos reafirmar que o labor da divulgação doutrinária é um dos mais louváveis e deve ser incentivado ao máximo. Neste sentido,o livro,o jornal, a  revista,a tribuna e a mensagem impressa em panfletos, avalizados pela força do exemplo na vivência diária, mais do que as mais retumbantes  manifestações mediúnicas de caráter público, devem concentrar todos os esforços dos espíritas esclarecidos,conscientes de que somente o conhecimento da Verdade liberta o homem da ignorância em que se encontra.

LIVRO: Mediunidade e Evangelho
Pelo Espírito : ODILON FERNANDES
Psicografia Carlos A. Bacelli

(vídeo explicativo )

POR QUE SER ADEPTO DO ESPIRITISMO ?

sexta-feira, 29 de março de 2019

Crenças Populares



" Conquanto o Espiritismo reconheça em muitas crenças populares um fundo de verdade, não aceita,de nenhum modo, a solidariedade de todas as histórias fantásticas criadas pela imaginação. " Cap. 2 - Primeira Parte- Item 14- parágrafo 5º)

De fato, em quase todas as crenças populares existem um fundo de verdade. Também neste sentido o  Espiritismo apareceu para os esclarecimentos que se fazem necessários, à luz da fé raciocinada.
A lenda do Lobisomem, por exemplo, é uma crença popular que tem atravessado séculos. Como e quando teria surgido?Provavelmente foi na Idade Media que esta crença, ao lado de tantas outras superstições,ganhou força. Entretanto, segundo pudemos nos informar na Vida Espiritual, a lenda do lobisomem não passa de uma manifestação da licantropia. Determinados Espíritos, sob hipinose de mentes mais poderosas ou mesmo pela ação do próprio pensamento sobre o corpo espiritual,assumem formas animalescas com o próprio pensamento sobre o corpo espiritual,assumem formas animalescas com o propósito de se tornarem mais aterrorizadores aos olhos de quem consiga percebê-los pela   vidência  psíquica ou mesmo quando consigam uma materialização total ou parcial de si mesmos.
Este tipo de crença popular, no entanto,perde-se na noite dos tempos. A Bíblia  fala que Satanás transformou-se numa serpente para tentar Adão e Eva...Entre os egípcios e os hindus acreditava-se que, por punição,o Espírito poderia voltar a Terra no corpo de um animal. Pitágoras,o grande iniciado grego,apregoava o respeito para com os cães,dizendo que um deles poderia ser a reencarnação de um Espírito amigo.
Embora fruto de muitas controvérsias, Jesus igualmente lidou com licantropia. O episódio do obsidiado gadareno, que vivia entre os túmulos de um cemitério,é muito significativo. Os Espíritos que se autodenominavam "legião" pediram ao Mestre que os enviasse a uma manada de porcos que pastava próxima...Não vamos discutir se na região existiam ou não porcos.
Talvez não seja tão conhecido dos espíritas o fato que no cemitério de Sacramento,minas Gerais,uma jovem tomada de um Espírito "fuçava" o túmulo do grande  missionário  Eurípedes Barsanulfo,revirando a terra e desferindo guinchos próprios do animal em questão. Trazido a determinado grupo espírita de Uberaba em tarefas de desobsessão, depois de longas e pacientes sessões,conseguiu-se  que o Espírito começasse afalar como um ser humano e  se  descondicionasse  a nível de corpo espiritual. A  jovem, evidentemente,  tratada sem sucesso pela medicina convencional, recuperou-se e passou a  viver uma vida normal.
Com o devido respeito que nos merecem, a leitura de sorte através de cartas, o jogo de búzios,a bola de cristal, a posição dos astros no firmamento e  outros expedientes semelhantes,resumem-seguramente a um fenômeno mediúnico de intuição, dupla vista, presciência...Medianeiros os temos em toda parte e em todas as condições.
Essa ambientação mágica e mística em torno do fenômeno é completamente dispensável,em que pese a "sugestão" que passa a causar nas mentes ainda demasiado presas a rituais e fórmulas exteriores.
A Doutrina Espírita desmistifica e desmitifica todo tipo de relacionamento com o invisível,demonstrando que o intercâmbio pode acontecer dentro de um clima de maior naturalidade possível.
Os Espíritos que se deixam atrair por objetos e fórmulas bizarras de evocação,embora possam ser de boa vontade, são Espíritos um tanto quanto vinculados às coisas do mundo material,como os médiuns de que se servem e as pessoas afeitas aos imediatismo das coisas.
Porque  propõe a renovação íntima com base da solução de todos os problemas, e a  renovação íntima requer disciplina,perseverança, renúncia, sacrifício  e trabalho cotidiano, as pessoas , habituadas à lei do menor esforço,preferem soluções mais rápidas e menos" onerosas"para os seus problemas existenciais. É no que,infelizmente, a maioria se compraz e é  este o maior obstáculo para a vitória do Evangelho nos corações.
Cabe ao Espiritismo explicar o maravilhoso e o sobrenatural que, a bem da verdade,tem ensandecido muitas mentes, mantendo-as  acorrentadas a um estranho cativeiro espiritual, impedindo, assim ,os voos mais altos do Espírito em busca de sua própria  iluminação.

( Neste vídeo, o professor Wagner Borges, relata experiência  com  espírito animalesco )
ESPÍRITO ANIMALESCO VISTO PELO PROFESSOR WAGNER BORGES

Do Livro: MEDIUNIDADE  E  EVANGELHO
Pelo Espírito: Odilon Fernandes
Psicografia feita por Carlos A. Bacelli
Editora Ide


quinta-feira, 28 de março de 2019

OS ESPÍRITOS - do Livro Mediunidade e Evangelho -pelo Espírito Odilon Fernandes - Psicografia Carlos Bacelli

"Ora , essas almas que povoam o espaço são precisamente o que se chamam Espíritos; os Espíritos não são,pois,outra coisa sendo  as almas dos homens despojadas do seu envoltório corporal " . ( O Livro dos Médiuns - Primeira Parte - Cap. 1 - item 2 - edição IDE)

Não sendo mais do que homens desencarnados, os Espíritos, a princípio,não possuem uma sabedoria maior dos que ainda mourejam no corpo físico. Afirmaríamos mesmo que a maioria dos Espíritos vinculados á psicos fera do planeta encontra-se ainda no estágio primário de evolução intelectual e moral.
A desencarnação não confere a ninguém a auréola de santidade sem esforço ou conhecimento que não se adquiriu à custa de sacrifícios.
Em desencarnando, nem todo Espírito entra ,por assim dizer, na posse   do patrimônio do passado", para a maioria dos Espíritos, apresenta-se medíocre em matéria de conquistas espirituais. Muitos não tem a lembrar senão dissabores e grandes equívocos. Poucos  são aqueles cujas experiências pretéritas, quando retomadas pela memória, acrescentam ao "presente" alguma coisa de útil.
Não é porque o Espírito já viveu muitas existências na Terra que ele necessariamente seja versado em diversos temas da vida. Tudo é uma questão de bom senso. O que determina o  aproveitamento do Espírito nas experiências vividas é o seu empenho em assimilar as lições. Existem Espíritos que, considerados mais novos, superam os que estagiam há mais tempo nas faixas da razão.
Para que o Espírito retome, de forma consciente e produtiva,o chamado "patrimônio do passado", arquivado em seu subconsciente,é indispensável que ele possua discernimento para saber o que fazer de si mesmo  e um certo grau de maturidade  espiritual.
Estas considerações vem a propósito da confiança cega que os médiuns,ás vezes em interesse próprio,costumam depositar nos Espíritos.
Os Espíritos carecem de ser ouvidos sempre com cautela, Kardec, no serviço da Codificação procurou ouvi-los reiteradas vezes através de médiuns diversos, em diferentes ocasiões.
Existem Espíritos que, embora sinceros nas opiniões que externam, agem de forma equivocada; outros, intitulados pseudossábios,falam do que conhecem superficialmente como se fossem grandes mestres no assunto.
Atualmente,existem casas espíritas que se dedicam a causa da cura, envolvendo cirurgias e receituários. Ora, nem todo Espírito - e nem todo médium - tem a obrigação de efetuar diagnósticos quando consultado a respeito. O médium espírita que é apto para a produção de um tipo de comunicado talvez não o seja para outro. Aqui entra em ação o personalismo: o médium, não desejando confessar as suas limitações,envereda por um caminho perigoso, colocando  em  risco,de forma inescrupulosa, a vida de muita gente.
O médium quando genuinamente "recitista" - e o temos em número bastante reduzido - deve estudar e pelo menos ter uma noção de para que serve esse ou aquele medicamento que prescreve.Mesmo quando se trata de receituário homeopático,o médium tem o dever de esclarecer-se para cooperar com o Espírito,não deixando à conta dele toda  a responsabilidade.
Os médiuns não podem desconsiderar a inspiração,mas também não devem descuidar-se da vigilância.
Em outras áreas da mediunidade,os cuidados carecem de ser os mesmos, tendo-se sempre em mente que entre transmissor e receptor deve haver uma perfeita sintonia para que a mensagem não sofra distorções prejudiciais.
Levemos ainda em consideração que, com o passar do tempo, tanto o médium quanto o Espírito que habitualmente se comunica por seu intermédio podem modificar o seu ponto de vista sobre essa ou aquela questão. Isto é perfeitamente compreensível,de vez que a cada dia as nossas ideias vislumbram horizontes mais amplos. Médium ou Espírito que admite mudanças para melhor,confessando humildemente seus enganos,revela-se muito mais confiável do que aquele que se julga infalível.

(Vídeo Explicativo)



quarta-feira, 27 de março de 2019

CONFIA SEMPRE -Francisco Cândido Xavier -Meimei



Não percas s tua fé entre as  sombras do mundo.
Ainda que teus pés estejam sangrando, segue para  frente,erguendo-a por luz celeste,acima de ti mesmo.
Crê  e  trabalha.
Esforça-te no bem e espera com paciência.
Tudo passa  e tudo se renova na Terra, mas o que vem do Céu, permanecerá.
De todos os infelizes,os mais desditosos são os que perderam a confiança em Deus e em si mesmos, porque o maior infortúnio é sofrer a privação da fé e prosseguir vivendo.
Eleva, pois,  o teu olhar e caminha.
Luta e serve. Aprende e adianta-te.
Brilha a alvorada além da noite.
Hoje é possível que a tempestade te amarfanhe o coração e te atormente o ideal, aguilhoando-te com a aflição ou ameaçando-te com a morte ...
Não te esqueça,  porém,  de que amanhã  será outro dia.
Meimei

(Mensagem psicografada por Francisco Cândido Xavier, do livro Cartas do Coração  )

PAI NOSSO - Do livro Verdade e Amor - Francisco Cândido Xavier



Pai Nosso que estais em toda parte.

Santificado seja o teu nome, no louvor de todas as criaturas.

Venha a nós o Teu reino de Amor e sabedoria.

Seja feita a Tua Vontade, acima dos nossos desejos, tanto na Terra, quanto nos círculos espirituais.

O pão Nosso do corpo e da mente dá-nos hoje.

Perdoa as nossas dívidas ensinando-nos a perdoar nossos devedores com esquecimento de todo mal.

Não permitas que venhamos a cair sob os golpes de tentação de nossa própria inferioridade.

Livra-nos do mal que ainda reside em nós mesmos; porque só em Ti brilha a Luz Eterna do Reino, do
Poder,da Glória e da Paz, da Justiça e do Amor para Sempre !

Assim Seja !  Emmanuel

sábado, 23 de março de 2019

Morrer feliz


Richard Simonetti

Morrer feliz

Do livro “O Que Fazemos Neste Mundo? ”, de Richard Simonetti

 

Tema recorrente em nosso mundo é a felicidade, a maior aspiração humana.

Todos queremos, acima de tudo, ser felizes.

Seria interessante refletir sobre o assunto, a partir de um versinho de Mario Quintana:

 

Quantas vezes a gente, em busca da ventura,

Procede tal e qual o avozinho infeliz,

Em vão, por toda parte, os óculos procura

Tendo-os na ponta do nariz.

 

Vale lembrar dona Malvina.

– Estou muito infeliz – reclamava desalentada, dirigindo-se a Juvêncio, mentor espiritual do Centro Espírita que frequentava.

E explicava:

– Enfrento intoleráveis atribulações com a família e as enfermidades. A Terra é um vale de lágrimas! Gostaria que Deus me levasse!

Juvêncio, um guia sem papas na língua, questionou:

– Quem lhe disse que pessoas infelizes recebem passaporte para o Céu?

– Ora, quem disse! – retrucou, contrariada, dona Malvina. – Foi Jesus. O nosso mestre ensinou, no Sermão da Montanha, que bem-aventurados são os sofredores.

– Você não completou: Bem-aventurados os que sofrem, porque serão consolados! Tapinha nas costas, minha filha! Felizes, apenas os humildes. Deles é o reino dos Céus, como está na primeira bem-aventurança.

– Eu sou humilde!

– Negativo. Pessoas humildes não fazem propaganda disso, nem reclamam da vida.

– Devo sofrer calada?

– De preferência. Nunca ouviu dizer que o coração é nosso e o rosto é dos outros?

– Como sorrir para alguém se a desolação está em mim?

– É simples. Primeiro aprenda a rir de si mesma. Olhe-se no espelho e veja como é lamentável sua expressão atormentada, como se carregasse os males do mundo sobre os ombros…

– E daí?

– Diga para si mesma: Por que esse figurino de velório? Coisa ridícula! Ninguém morreu! Quem deve morrer é o meu pessimismo, minha visão negativa da existência!

– O que ganharei com isso?

– Deixará de preocupar-se demais com as coisas da Terra e terá tempo e disposição para ser feliz. Além do mais, morrer infeliz é sintoma de rebeldia. Demostra não estar satisfeita com o que Deus lhe deu.

– Isso é ruim?

– É péssimo. Gente infeliz está despreparada para a vida espiritual. Fará estágio depurador no umbral para refletir um pouco e compreender que a infelicidade é opção equivocada, quando não nos ajustamos aos desígnios divinos.

– Então, o mais acertado…

–… É morrer feliz, minha filha, mesmo enfrentando as dores da Terra, com a consciência de que bem-aventurados são os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados, como ensina a quarta bem-aventurança.

– Ah! Isso é impossível!

– Por quê?

– Tenho sido injustiçada a vida toda. Sofro prejuízos com as pessoas, a começar por meus familiares…

– Você não entendeu a observação de Jesus. Essa sede de justiça não diz respeito aos nossos direitos. O Mestre reporta-se aos nossos compromissos.

– Compromissos?

– Sim. Bem-aventurados os empenhados em resgatar seus débitos com otimismo e coragem, sem desalento, sem queixumes, cumprindo a vontade de Deus. Ou você acha que está na Terra em jornada de férias?

– Ser feliz mesmo sofrendo?

– Exatamente, até porque sofrimento e infelicidade não são sinônimos. O sofrimento pode ser uma imposição da vida, mas a felicidade é uma construção pessoal, de esforço intransferível.

– É algo que me compete realizar…

– Exatamente. E peça a Deus, com todas as forças de sua alma, que não a deixe desencarnar antes de conquistar a capacidade de ser feliz.

Juvêncio até imaginou ser necessária a longevidade de Matusalém para pessoas como Malvina alcançarem semelhante objetivo, ante sua milenar vinculação ao pessimismo.

Não obstante, não seria caridoso, e afinal – considerou com seus botões – temos a eternidade pela frente. Todos acabam aprendendo que a felicidade não está subordinada à satisfação de nossos desejos diante da vida. Nasce do empenho de compreender o que a vida espera de nós.

 

***

 

O guia tem razão em suas ponderações, amigo leitor.

Lembro uma expressão feliz do apóstolo Paulo, na Primeira Epístola aos Tessalonicenses (5-16):

 

Regozijai-vos sempre!

 

Se sabemos que Deus é o Pai de infinito amor e misericórdia, revelado por Jesus, que nos reserva grandioso futuro…

Se compreendemos que as dificuldade e atribulações do mundo são lixas ásperas a desbastarem nossas imperfeições mais grosseiras…

Se temos a bênção do conhecimento espírita, que nos revela os porquês da existência humana – de onde viemos, por que estamos na Terra, para onde vamos…

Se tanto já aprendemos, como não manter o sorriso nos lábios, habilitando-nos a partir felizes quando chegar nossa hora, a fim de que a felicidade chegue conosco no continente espiritual?

E afinal, caro leitor, se os males maiores representam o pagamento de nossos débitos de vidas anteriores, por que ficar infeliz?

Quem salda suas contas deve sentir alívio e alegria, não constrangimento e tristeza, porquanto estará se depurando, o que o habilitará ao benefício maior, como ensinava Jesus (Mateus 5:8):

 

Bem-aventurados os que têm limpo o coração, porque verão a Deus.

 

***

 



Richard Simonetti foi escritor, palestrante espírita e vice-presidente do CEAC (Bauru-SP). Também é diretor de divulgação da Doutrina Espírita, da mesma entidade.

 

terça-feira, 12 de março de 2019

Não existe Acaso !

Muito interessante como Deus conduz nossa vida.
Há pessoas que não acreditam que Deus seja um
Ser participante da nossa vida.
Mas Ele é...
Todo Bondade,
Todo Misericórdia,
Todo Amor.
Fica ali, esperando pacientemente o Nosso despertar !
Sempre cuidando para que aconteçam as melhores experiências, que proporcionem o nosso crescimento.
Nossa evolução Espiritual.
E o Homem, tão descuidado,vai andando pela existência, sem se dar conta que é cuidado o tempo inteiro pela Inteligência Suprema.
Enquanto Deus nos dá todas as condições e opções ...
Nos enviando o calor do Sol, a chuva benfazeja que proporciona o crescimento das plantas, que são sustento para nós, e outros seres da criação.
A água,para nosso sustento...
Diversas variedades  de alimentos...
E nós ?
Gratidão do fundo do coração será muito bem-vinda !
Obrigada Senhor !
Por todo o seu Amor... pelo ar que respiramos !
Pelo teto que nos cobre...
Pela comida quentinha, na mesa !
Obrigada senhor !
Obrigada Senhor !
Obrigada Senhor !
Eu não canso de agradecer !