sábado, 30 de março de 2019

ADEPTOS



O desejo natural e muito louvável de todo adepto, desejo que não se saberia mais encorajar,é o de fazer seguidores" . (Cap. III- Primeira Parte _ item 18 )
Em nossa  opinião,o Espiritismo não deve, ao contrário de outras religiões, ter a preocupação sistemática de fazer seguidores. É claro  que a tarefa da divulgação de nossos princípios é  imperiosa,no entretanto mesmo aqui carecemos de ter bom senso, sob pena de nos transformarmos em fanáticos propagadores da Verdade.
Foi com  preocupação  de orientar os espíritas na Difusão da Doutrina que Kardec escreveu o capítulo "Método", afirmando que os meios de convicção variam extremamente segundo os indivíduos: o que persuade alguns não produz nada nos outros; tal é convencido por certas manifestações materiais, tal outro por comunicações inteligentes, a maioria pelo raciocínio."
O próprio Kardec convenceu-se da realidade do fenômeno através do raciocínio. No entanto, enquanto não descobriu a causa que fazia as mesas se movimentarem,não parou de investigar.
O fenômeno mediúnico em si, na maioria das vezes deixando a desejar pelas condições em que é produzido, seja por deficiência do médium ou do Espírito comunicante, não é  o mais seguro meio de convicção. Um sábio como William Cookes careceu  de três anos seguidos, estudando as materializações  de Katie  King,para  convencer-se. Alguém  que tivesse uma primeira experiência de vidência com um Espírito quereria ter uma segunda, uma terceira, e assim sucessivamente, para não acreditar-se alucinado.
No Evangelho, depois de ter efetuado tantos prodígios como o da ressurreição de Lázaro,a cura de tantos doentes e endemoninhados, a transfiguração no tabor, a  levitação sobre as águas, a multiplicação dos pães e dos peixes, os seguidores de Jesus ficam na expectativa de outras provas para  definitivamente, crer que Ele era o Messias. No momento extremo da cruz, Gestas o desafia: "Tu que destróis o templo, e em três dias o reedificas,salva-te a ti mesmo; se és Filho de Deus, desce da cruz."
Estamos convictos, em nossa condição  de Espíritos desencarnados, que a  nossa missão, em nos  comunicando  junto aos homens,é a de simplesmente manter acesa a chama da dúvida dentro das almas.
 Só se  convence verdadeiramente quem se convence pela razão. Daí a importância da veiculação da mensagem espírita porque, só se pode contestar-lhe a origem , não se pode refutar-lhe o conteúdo. As "mesas girantes" passaram,  mas o que Kardec "extraiu" delas permanece inabalável em seus fundamentos.
Paralelamente ao trabalho sereno  da divulgação espírita,os adeptos da Doutrinarão devem se esquecer de que o argumento do exemplo é sempre  o mais convincente. Pelos frutos se conhece a árvore - ensinou-nos Jesus.
Consideremos ainda que, sendo a expressão da Verdade, o Espiritismo caminhará naturalmente.
Após o "Pentecoste espírita" das mesas girantes, quando muitos se converteram às realidades da Vida Espiritual, estamos agora na fase do despertamento de alma por alma. O mesmo fenômeno deu-se com o Cristianismo.
É inegável que não devemos  colocar a "lâmpada sob o alqueire" , mas  carecemos de ser comedidos, recordando que nós mesmos, os espíritas,ainda não permitimos que a luz do Consolador nos clareasse integralmente por dentro . Muitos que já aderiram ainda não consentiram...
Retomando o primeiro parágrafo destas nossas considerações,a fim  de que não sejamos mal interpretados, queremos reafirmar que o labor da divulgação doutrinária é um dos mais louváveis e deve ser incentivado ao máximo. Neste sentido,o livro,o jornal, a  revista,a tribuna e a mensagem impressa em panfletos, avalizados pela força do exemplo na vivência diária, mais do que as mais retumbantes  manifestações mediúnicas de caráter público, devem concentrar todos os esforços dos espíritas esclarecidos,conscientes de que somente o conhecimento da Verdade liberta o homem da ignorância em que se encontra.

LIVRO: Mediunidade e Evangelho
Pelo Espírito : ODILON FERNANDES
Psicografia Carlos A. Bacelli

(vídeo explicativo )

POR QUE SER ADEPTO DO ESPIRITISMO ?

sexta-feira, 29 de março de 2019

Crenças Populares



" Conquanto o Espiritismo reconheça em muitas crenças populares um fundo de verdade, não aceita,de nenhum modo, a solidariedade de todas as histórias fantásticas criadas pela imaginação. " Cap. 2 - Primeira Parte- Item 14- parágrafo 5º)

De fato, em quase todas as crenças populares existem um fundo de verdade. Também neste sentido o  Espiritismo apareceu para os esclarecimentos que se fazem necessários, à luz da fé raciocinada.
A lenda do Lobisomem, por exemplo, é uma crença popular que tem atravessado séculos. Como e quando teria surgido?Provavelmente foi na Idade Media que esta crença, ao lado de tantas outras superstições,ganhou força. Entretanto, segundo pudemos nos informar na Vida Espiritual, a lenda do lobisomem não passa de uma manifestação da licantropia. Determinados Espíritos, sob hipinose de mentes mais poderosas ou mesmo pela ação do próprio pensamento sobre o corpo espiritual,assumem formas animalescas com o próprio pensamento sobre o corpo espiritual,assumem formas animalescas com o propósito de se tornarem mais aterrorizadores aos olhos de quem consiga percebê-los pela   vidência  psíquica ou mesmo quando consigam uma materialização total ou parcial de si mesmos.
Este tipo de crença popular, no entanto,perde-se na noite dos tempos. A Bíblia  fala que Satanás transformou-se numa serpente para tentar Adão e Eva...Entre os egípcios e os hindus acreditava-se que, por punição,o Espírito poderia voltar a Terra no corpo de um animal. Pitágoras,o grande iniciado grego,apregoava o respeito para com os cães,dizendo que um deles poderia ser a reencarnação de um Espírito amigo.
Embora fruto de muitas controvérsias, Jesus igualmente lidou com licantropia. O episódio do obsidiado gadareno, que vivia entre os túmulos de um cemitério,é muito significativo. Os Espíritos que se autodenominavam "legião" pediram ao Mestre que os enviasse a uma manada de porcos que pastava próxima...Não vamos discutir se na região existiam ou não porcos.
Talvez não seja tão conhecido dos espíritas o fato que no cemitério de Sacramento,minas Gerais,uma jovem tomada de um Espírito "fuçava" o túmulo do grande  missionário  Eurípedes Barsanulfo,revirando a terra e desferindo guinchos próprios do animal em questão. Trazido a determinado grupo espírita de Uberaba em tarefas de desobsessão, depois de longas e pacientes sessões,conseguiu-se  que o Espírito começasse afalar como um ser humano e  se  descondicionasse  a nível de corpo espiritual. A  jovem, evidentemente,  tratada sem sucesso pela medicina convencional, recuperou-se e passou a  viver uma vida normal.
Com o devido respeito que nos merecem, a leitura de sorte através de cartas, o jogo de búzios,a bola de cristal, a posição dos astros no firmamento e  outros expedientes semelhantes,resumem-seguramente a um fenômeno mediúnico de intuição, dupla vista, presciência...Medianeiros os temos em toda parte e em todas as condições.
Essa ambientação mágica e mística em torno do fenômeno é completamente dispensável,em que pese a "sugestão" que passa a causar nas mentes ainda demasiado presas a rituais e fórmulas exteriores.
A Doutrina Espírita desmistifica e desmitifica todo tipo de relacionamento com o invisível,demonstrando que o intercâmbio pode acontecer dentro de um clima de maior naturalidade possível.
Os Espíritos que se deixam atrair por objetos e fórmulas bizarras de evocação,embora possam ser de boa vontade, são Espíritos um tanto quanto vinculados às coisas do mundo material,como os médiuns de que se servem e as pessoas afeitas aos imediatismo das coisas.
Porque  propõe a renovação íntima com base da solução de todos os problemas, e a  renovação íntima requer disciplina,perseverança, renúncia, sacrifício  e trabalho cotidiano, as pessoas , habituadas à lei do menor esforço,preferem soluções mais rápidas e menos" onerosas"para os seus problemas existenciais. É no que,infelizmente, a maioria se compraz e é  este o maior obstáculo para a vitória do Evangelho nos corações.
Cabe ao Espiritismo explicar o maravilhoso e o sobrenatural que, a bem da verdade,tem ensandecido muitas mentes, mantendo-as  acorrentadas a um estranho cativeiro espiritual, impedindo, assim ,os voos mais altos do Espírito em busca de sua própria  iluminação.

( Neste vídeo, o professor Wagner Borges, relata experiência  com  espírito animalesco )
ESPÍRITO ANIMALESCO VISTO PELO PROFESSOR WAGNER BORGES

Do Livro: MEDIUNIDADE  E  EVANGELHO
Pelo Espírito: Odilon Fernandes
Psicografia feita por Carlos A. Bacelli
Editora Ide