quinta-feira, 29 de outubro de 2009

ESPERAR

Mais uma vez meu fim-de-semana foi tumultuado.Fiquei muito nervosa á toa.
Afinal de que me adianta ficar nervosa?
Vão fazer as coisas mudarem?
Vai fazer alguém gostar de mim?
Com certeza que não.
O nervosismo não me adianta de nada, em nenhum momento.
Se eu pudesse ajudar em qualquer coisa faria de todo o meu coração - mas está fora do meu alcance.
Ás vezes, eu "surto" de desespero - mas preciso compreender que pessoas são diferentes e cada uma tem o seu tempo.
Também eu tive o meu tempo com meus problemas e me lembro do quanto foi difícil para mim.
Com certeza Deus jamais nos abandona.
Com certeza - o tempo se encarrega de apaziguar e curar todas as feridas.
Com certeza não pode piorar mais do que já aconteceu.
Não dar ouvidos a outras pessoas é uma escolha inteligente - pois tem gente que só pensa no mau dos outros.
E só fala em desgraças, preferem acreditar no que temos de ruim.
Preciso esperar, por que essa situação não se resolverá de um dia para o outro.
Vai levar tempo, diante das implicações.
Saiba disso: melhor esperar.
Esperar, esperar...não tenho feito outra coisa na vida a não ser esperar.
Deus me ajude a suportar isso - me ajude a lidar com o descontentamento e tristeza que estou sentindo:
AMÉM!

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

RECICLAGEM DE PENSAMENTOS

ABAIXO A CULPA!
Por Cristina Helena Sarraf

Estudando o tema livre arbítrio, em O livro dos Espíritos de Allan Kardec, é possível perceber que a culpa é algo que já pode ser deixado de lado,pois nosso entendimento amadureceu o suficiente para verificar o quanto cultivar, ou guardar culpa, cria problemas internos e impede a alegria de viver, que é responsável por um crescimento interior rápido, saudável e eficiente.
Todos possúimos o arbítrio, o qual vai sendo usado mais profundamente conforme amadurecemos.Inicialmente, nas fases primeiras de nossa existência como Espíritos, somos guiados por Espíritos mais desenvolvidos.Na medida em que vamos evoluindo, automaticamente,vamos exercendo as decisões,opções, escolhas e nos assenhorando de nós mesmos.
A partir disso, passamos a decidir ante as influências variadas que recebemos, perante as quais somos livres a ceder ou resistir, mas que puxarão opções favoráveis ou desfavoráveis para nós mesmos.Assim, nos inclinamos ora para o que chamamos "bem" ora para o que chamamos "mal". E as escolhas equivocadas ou más que possamos fazer sempre dependem de nossa vontade ou do grau de discernimento que temos no momento em que optamos.
O discernimento nasce do uso de livre-arbítrio.Acertando ou errando vamos descobrindo como a vida funciona e discernindo o que é melhor para nós.

"ACEITAR-SE, SEM ILUSÕES E ESCONDERIJOS, É O CAMINHO PARA A FELICIDADE"

CONHECER NÃO É SABER
Torna-se claro, então, o absurdo que é culpar-se pelo que se escolheu ontem, na medida em que ontem não existiam as condições que temos hoje.O que sabemos hoje não sabíamos ontem.
Alguém poderá perguntar:"É...mas e aquilo que já sabemos que não é bom e fazemos mesmo assim?".
Seja qual for a nossa escolha, mesmo repetindo erros ou não percebendo consequências do que já conhecemos, ainda assim, estamos apenas mostrando que conhecer não é saber e que saber não é fazer.Ou seja, a escolha demonstra o nível de maturidade real que temos, apesar das informações recebidas ou do desejo de acertar.
Sim, buscar melhorias é preciso.Estudar, estabelecer boas ligações espirituais, pensar antes de tomar certas decisões, trocar ideias com pessoas mais equilibradas são procedimentos inteligentes e oportunos.Mas sempre a sua escolha reflete o seu estado íntimo e sua capacidade no momento em questão.
A culpa revela um mau entendimento sobre como você funciona e também vaidade, pois a pessoa não se dá a naturalidade de errar na pretensão de ser infalível.
A culpa também tem o mau hábito de tomar para si toda a responsabilidade pelas reações das pessoas frente aos nossos atos, como se fosse possível dominar e controlar essas pessoas... assim, passamos a não ser nós mesmos, para evitar atitudes que não queremos enfrentar e para não nos sentirmos culpados.
É um equívoco imaginar que a culpa nasce da virtude, pois a virtude é parceira da naturalidade do agir e entende perfeitamente as variantes de nossa forma de ser em cada etapa da vida, ciente de que ninguém dá o que não tem.
Analisar esse assunto na teoria e na prática, com cuidado e com o espírito investigativo trará muita lucidez sobre como viver melhore sem tantas "encucações".
Aceitar-se, sem ilusões e esconderijos, é o caminho para a felicidade.Por que só após esse inteligente auto-reconhecimento, sem condenações, baseado na compreensão de que hoje estamos como podemos, mas amanhã estaremos mais maduros, é que poderemos nos desgrudar de hábitos mentais indesejáveis, idéias limitantes e o medo de errar.
Cristina Helena Sarraf é professora Edita o jornal do Grupo Espírita de Iniciativas Doutrinárias.