quinta-feira, 1 de março de 2018

QUANDO CHEGA A HORA

 A morte de uma pessoa querida é sempre um momento de mudança e reflexão. Para os que tem fé, que sabem que a morte não é o fim, mas apenas uma separação temporária, fica mais fácil superar, inclusive as mortes prematuras, as tragédias inesperadas.
Acreditar que Deus não erra e que tudo está certo acalma, reconforta e permite a aceitação do  fato, mesmo quando não se consegue saber por que aconteceu.
Aceitar um fato irremediável e doloroso é superar a dor, enquanto a falta de fé em um poder maior, o medo do desconhecido, só faz aumenta-la, criando vários instrumentos mentais de auto tortura.
A pessoa fica visualizando os momentos dolorosos,imaginando sofrimentos daquele que partiu. E, vivendo-os constantemente,alimenta a ferida,agravando-a.
Essa atitude de revolta e rebeldia para com fatos que não se pode mudar, além de ser inútil, angustia muito o espírito do que se foi e causa a pessoa uma profunda depressão, difícil de curar.
Ela perde o prazer de viver. Se isso acontecer durante um longo período, estabelece-se um campo magnético favorável á proliferação de germes,e a doença fatalmente ocorrerá. Quanto mais dramática ela for, mais lenta e dolorosa será a sua enfermidade.
Quando vamos compreender que são nossas atitudes que formatam e alimentam as energias que materializam os fatos de nossas vidas?
A reencarnação e a morte são mudanças naturais. Quantas vezes já passamos por elas?
Nossa cultura materialista tem dramatizado a morte excessivamente. Nós nos fixamos na decomposição física, na transformação da matéria,esquecidos que ela,sem o espírito é nada. É ele quem vitaliza temporariamente os elementos físicos  de nosso mundo, que se desagregam quando ele se afasta.
Se você crê em Deus,tem que admitir que Ele é perfeito e, sendo perfeito,é bom e nunca faria nada de ruim.
Logo, aquele desastre horrível,aquele acidente,aquela morte trágica, aquele quadro doloroso pode ter sido suavizado e a pessoa não ter experimentado nenhuma dor.
Quem nos garante que aquele espírito não tenha sido retirado do corpo alguns segundos antes de ser atingido? Que aquela pessoa na UTI, em coma, nem tenha percebido os aparelhos perfurando o seu corpo e tenha se ausentado dele antes?
Nos relatos dos espíritos desencarnados de maneira violenta, a não ser em alguns casos de suicídio,no qual precisam ir fundo na experiência que escolheram, eles mencionam que acordaram no astral, sem terem passado por grandes sofrimentos físicos.
Lamentam,isso sim,o inconformismo dos parentes que ficaram no mundo, que os chamam e atraem constantemente, justamente para o local e o momento difícil que preferem esquecer.
Quando uma mãe inconformada, uma viúva revoltada,um pai deprimido visualizam constantemente a doença,o acidente,o quadro doloroso que presenciaram,estão alimentando aquele instante difícil, alongando-o,tentando materializar uma situação que a vida faz tudo para dissolver.
Estão criando verdadeiros tentáculos energéticos,viscosos e pesados, que alcançamo espírito daquele que morreu, fazendo-o reviver a dificuldade que já acabou.
Envolvidos por essas energias, alguns chegam a  sentir sintomas das doenças que os vitimou, os piores momentos do desenlace, somados á angústia dos que ficaram.
Chega de visualizar a morte ! Ela não passa de um momento de transformação,por que só existe a vida.Só vida, sempre vida,por toda a parte. O corpo é um uniforme que vestimos para frequentar a escolado mundo, onde vamos renovar valores, alargar consciências, desenvolver potenciais, adquirir lucidez.
Quem morreu não precisa mais do uniforme. Seu tempo acabou e ele voltou para o plano de origem, onde vai repensar, guardando ainda as impressões do estágio que fez aqui na Terra.
Nessa reciclagem,tudo conta. Os pequeninos fatos do dia-a-dia, as frustrações e as vitórias, os acertos e os enganos. É um processo natural em que aos poucos ele irá amadurecendo. Quando for oportuno, poderá voltar a reencarnar aqui. Modificado. Mais experiente, em novas oportunidades.
Se você perdeu um ente querido, liberte-o agora ! Ele continua vivo, livre, leve e anseia pela felicidade. Não o detenha no sofrimento, nem dificulte mais seu caminho; deixe-o ir.
A vida é perfeita e tudo está certo como está.
A morte é uma ilusão. Não se deixe enganar.
Mande embora a tristeza.
Vamos todos celebrar a vida! Reverenciar a beleza e a perfeição do Universo. Coragem ! Você pode e vai conseguir. 
Seu parente desencarnado agradece, feliz.


CAPÍTULO 9 DO LIVRO:
ACORDE PARA A VIDA- autor:
Marcelo Cezar




terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

DESENCARNAÇÃO

Introdução:
O objetivo deste estudo é refletir sobre a morte, um dos problemas mais difíceis de ser enfrentados, pois sempre  foi vista como um mistério, superstição, fascinação.

Conceito

Do latim mortem - é a cessação da vida e manifesta-se pela extinção das atividades vitais.Quando acaba a vida orgânica.
Para a Doutrina Espírita, é o desprendimento total do Espírito do corpo físico em consequência da ruptura do laço fluídico, que prende ou liga um ao outro, quando então há o falecimento ou desencarne.
Antes de falarmos do desencarne ou da morte (como chamam os materialistas) gostaria de relembrar algumas coisas.
Nossa alma ou Espírito está ligada ao corpo físico desde o momento da concepção.Durante os 9 meses de gestação o espírito vai se ligando ao corpo físico célula a célula, conforme ele vai sendo formado.
O laço que prende  a alma ao corpo físico chama-se perispírito  e ele está presente em nossa vida durante todo o tempo em que estamos encarnados.
O perispírito tem vários nomes, conforme a crença e o lugar do mundo.
cordão - fluídico;cordão de prata,psicossoma  vem do grego;
corpo Astral - entre os hermetistas, alquimistas;
ka ou bai - entre os egípcios; etc.
Como vemos o perispírito não foi inventado pelo espiritismo - ele vem sendo estudado desde a antiguidade por todas as civilizações.
Quando o tempo vai passando o corpo físico vai  envelhecendo e se desgastando este laço fluídico vai se tornando mais frouxo.
Nas pessoas que envelhecem e desencarnam de morte natural este laço fluídico vai se dissolvendo naturalmente até o dia do seu desencarne.
Quando temos alguma doença em nosso corpo material esse cordão fluídico também é afetado e pode ser afrouxado pela doença.
Porém quando a pessoa desencarna por acidente,suicídio o cordão fluídico é arrebentado - pois a morte da pessoa foi violenta.
Quando temos comunicações de nossos irmãos que dizem sentir fome,frio ou dor, vejamos bem que eles sentem no perispírito e não no corpo físico.O perispírito que é o responsável pelas sensações do espírito.

Durante o Desencarne

A principal dificuldade do recém-desencarnado é a adaptação ao impacto das energias astrais, o choque é muito forte e pensamentos e emoções dele ou de pessoas próximas  o atingem com facilidade.
Somos energi, lembram-se?
Quando pensamos emitimos vibrações .
Nossos pensamentos atingem o objetivo onde quer que ele esteja, certo?
A fragilidade do Espírito desencarnado faz com que os irmãos  que ficaram aqui na Terra tenham grande importância na ajuda  aos que voltam ao Plano Espiritual.
A fragilidade do Espírito é maior até o momento em que o cordão de prata é rompido, e infelizmente esse é o período de maior emissão de sofrimento pelos irmãos encarnados. Através desse último laço de união entre eles podem receber os choques desagradáveis das lembranças e das emanações de sofrimento dos que se encontram encarnados.
Muitos falam mal dos que partiram remoendo antigos acontecimentos.
Quando não temos o que dizer é melhor ficar quietos. Para não prejudicar nossos irmãos que ficarão em sofrimento, além da confusão mental.

Após o Desencarne

Após o desencarne o Espírito também fica sensível as vibrações dos familiares.
Quando tristes ou em desequilíbrio, ficam chamando por ele, ocorre uma atração muito forte e o Espírito recebe esse impacto de forma violenta, por que ainda está em período de adaptação.
Diferente do que muitos pensam, se o espírito recém-liberto voltar para o lar ele sofrerá junto com os familiares.

Conselhos para quem perdeu recentemente pessoas próximas.

Como falamos anteriormente, o espírito desencarnado sofre inicialmente o impacto dos pensamentos e emoções dos encarnados que estavam ligados a eles. Qualquer pensamento: tanto os de revolta e vingança, quanto os de angústia e saudade chegam até ele.
Claro que depois de algum tempo desencarnado ele aprende a lidar com essas  vibrações.
O nosso conselho para que perdeu alguém que ama é rezar por ele, lembrar das coisas boas, pedindo ao pai que o proteja e ampare onde ele estiver, pronto, só isso e chega.
Entregar a Deus.
Confiar na Divina Providência.
Aprendamos a acreditar realmente na vida eterna e na reencarnação, pois o nosso desequilíbrio e nossa inconformação só traz sofrimento para aqueles que amamos.
Dependendo do grau de evolução do Espírito ele poderá voltar a visitar na Terra, assim que se restabelecer.