quarta-feira, 2 de novembro de 2011

NÃO JULGUEIS
(revista Cristã de Espiritismo)
"Não julgueis para que não sejais julgados"-MATEUS,7-1
Magaly  Sônia Gonsales

Jesus afirmou que, assim como julgarmos o nosso próximo, também seremos julgados.
Certa vez, em uma de suas caminhadas, o Mestre se defrontou com um homem,que lhe suplicou  Mestre,diga a meu irmão que reparta comigo a herança".
Mas ele respondeu-
"Homem, por que pôs a mim por juiz ou repartidor
entre vós?" (Lucas,12-13-4).
Jesus Cristo, apesar da grandiosidade de seu espírito (a despeito de ser o maior que veio á Terra), que estava em condições de exercer qualquer espécie de julgamento,não concordou em desempenhar  o  papel de juiz.
Por isso, nós criaturas imperfeitas e cheias de parcialidade, de paixões e de egoísmo, devemos pensar duas vezes antes de proferir qualquer julgamento sobre os atos dos nossos irmãos de jornada terrena.
A máxima "com a medida que tiveres medido hão de medir a vós" guarda o mais íntimo parentesco com a outra sentença proferida pelo Mestre "quem com o ferro fere, com o ferro será ferido".
Isto implica dizer que, no âmbito de lei de causa e efeito, seremos bitolados pelo mesmo gabarito que usarmos contra nossos irmãos no desenrolar da vida terrena.
Se o nosso juízo for unilateral quando julgarmos as atitudes e os atos do nosso próximo,como pretendermos  um julgamento equitativo para com as nossas próprias ações?O nosso falso juízo, prejudicando alguém, faz com que surja a necessidade  de um reajuste, uma vez que não há efeito sem causa.
O preceito proferido por Jesus não se aplica apenas aos indivíduos, mas é extensivo ás instituições, ás cidades e as nações. Sem nos determos nos resgates coletivos experimentados por diversas nações como deparamos nas páginas da História.

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